Bem Estar

Desejo de engravidar encontra força nos avanços tecnológicos das técnicas de reprodução

16 de setembro de 2014

por Ana Karla Gomes

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta por fertilização in vitro (FIV), em 1978, na Inglaterra, a medicina reprodutiva evoluiu bastante. O desenvolvimento tecnológico tem proporcionado grandes taxas de sucesso, garantindo êxito na realização do sonho de muitos casais.

De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, clínica paulista especializada em medicina reprodutiva, Nelson Tatsui, a evolução só foi possível devido à vontade de conceber novas vidas, que não se diluiu com a chegada da modernidade. “Após 30 anos, é de extrema importância destacar que a tecnologia conceptiva não teria evoluído tanto se não existisse também a vontade de ter filhos. Sem a pretensão de aumentar a família, não poderíamos nem sequer pensar em tratamento para a infertilidade”, comenta.

Hoje em dia, mesmo quando se coloca somente um embrião dentro do útero, as taxas de gravidez podem chegar a 60%. Mas como isto é possível? “Devido à melhora da tecnologia das estufas e dos métodos de seleção da qualidade embrionária, é possível cultivar embriões até o quinto ou sexto dia após a fertilização dos óvulos, quando este se encontra em estágio denominado blastocisto, estágio avançado de desenvolvimento, podendo evitar a gravidez múltipla”, esclarece o médico.

AS TÉCNICAS

Além da famosa fertilização in vitro, outras técnicas de reprodução foram desenvolvidas ao longo dos anos. Conheça os procedimentos mais usados hoje em dia, elencados pelo especialista:

Fertilização in vitro (FIV)

A FIV, popularmente conhecida como “bebê de proveta”, é um método de alta complexidade e consiste na fecundação do ovócito (gameta feminino) pelo espermatozoide em laboratório especializado e transferência do embrião já em estágio de divisão para o útero. Pode ser realizada com os gametas do próprio casal ou com gametas doados, ovodoação ou semendoação, dependendo do fator de infertilidade do casal. É indicada, principalmente, quando há fatores masculinos de infertilidade de moderados a graves, ou quando a mulher é diagnosticada com problemas tubários, em casos de endometriose sintomática ou insucessos em tratamentos de baixa complexidade realizados previamente.

Inseminação intrauterina (IIU)

Este é um procedimento relativamente simples e rápido, incluído nos tratamentos de baixa complexidade. É indicado para os casais em que o homem apresente alteração seminal leve, pacientes jovens, homens com dificuldade de ejaculação ou alterações anatômicas, ou teste pós-coito negativo (mostrando que os espermatozoides morrem na vagina, antes de ultrapassarem o colo do útero) por falta de interação muco cervical e sêmen. Existem ainda os casais que possuem sorologias discordantes para doenças infecciosas como HIV e hepatite, por exemplo, e, pelo risco de transmissão, não podem ter relações sexuais desprotegidas. Esses casais se beneficiariam da IIU, pois pode ser realizada a lavagem do sêmen, evitando o risco de contaminação e transmissão para a prole, no caso do homem ser o acometido.

Coito Programado

A indução da ovulação com Coito Programado é uma alternativa simples e de baixo custo, indicada, principalmente, quando há irregularidades no ciclo menstrual e falhas de ovulação. No entanto, a análise seminal do homem deve ser normal e não pode haver problemas tubários na mulher. Para a realização deste “namoro programado”, é necessária a realização de uma estimulação leve previamente que será controlada por exames de ultrassonografia. Dessa forma, o médico saberá o dia correto da ovulação. É imprescindível que se tenha relação sexual e que seja realizada no momento considerado mais fértil do ciclo menstrual que será sinalizado pelo médico. As taxas de sucesso dessa técnica são de, aproximadamente, 18% por tentativa. 

E O FUTURO?

Há ótimas perspectivas para o futuro. Atualmente, uma das grandes novidades do segmento é o congelamento de óvulos, chamado de criopreservação. “Essa técnica permite que a mulher, ainda jovem, preserve o óvulo para utilizar no momento que desejar. O ideal é que o processo seja realizado até 35 anos, pois evita o armazenamento de óvulo ruim”, explica o Dr. Tatsui. Ainda de acordo com o especialista, outro avanço é o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD), que permite uma análise embrionária detalhada. “Por ser de alta tecnologia, o exame permite identificar algumas desordens genéticas. Esta técnica pode prevenir a transmissão de possíveis doenças, pois somente os embriões sem as doenças avaliadas serão transferidos”, finaliza.

*Com informações da assessoria

Imagens: reprodução


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