Bem Estar

Medrosa, eu?

2 de junho de 2014

por Observadora

Quem nunca sentiu medo de alguma coisa? Eu tenho medo de viajar de avião e de dirigir nas estradas, por mais que me digam que dirigir na cidade é mais perigoso, e que avião é mais seguro do que andar de carro. Pode até ser, mas o que me incomoda é saber que estou nas alturas e que lá em cima não tem mecânico.

Também tenho medo de tempestades, dos trovões e relâmpagos. Resumindo: sou uma mulher medrosa quando se trata de altura, de barulho, de trânsito. Às vezes até insisto e tento vencer esses medos. E apesar de não gostar, viajei duas vezes para o Rio. Mas só porque minha filha estava morando lá e a saudade era grande.

Fiquei desconfiada de que meu medo não era normal e fui pesquisar sobre o assunto. Será que tenho a síndrome do pânico? A SP é uma ansiedade patológica, quando o nosso organismo emite um alerta de um perigo que nem sempre existe. Pessoas ansiosas são mais suscetíveis que outras e as mulheres são duas vezes mais propensas que os homens. Geralmente têm pensamentos negativos, um pai ou mãe perfeccionista ou autoritário e algum medo de infância.

Uma crise de pânico pode ser motivada por stress, perda, doença, separação, crises existenciais e profissionais, aborrecimentos  ou expectativas. Geralmente acomete pessoas que aceitam muitas responsabilidades e afazeres no seu trabalho, são extremamente exigentes consigo mesmas e não permitem errar, não sabem lidar com os imprevistos e, por isso, preocupam-se em demasia. São muito perfeccionistas, gostam de estar no controle e de receber a aprovação dos outros. Sentem dificuldade em lidar com as adaptações, não gostam de mudanças, o que afeta o emocional e desencadeia o distúrbio. Conviver com pessoas ansiosas, separação na infância, todos esses fatores combinados, ou não, contribuem para alguém desenvolver a síndrome. Mas a repetição dessas crises é que caracteriza a síndrome de pânico, que começa de repente e atinge seu ápice em dez a vinte minutos.

Durante uma crise, a pessoa reage como se estivesse sob forte ameaça. Essas fobias provocam ressecamento da boca, frequência cardíaca acelerada, aumento da frequência respiratória, sensação de falta de ar. Tremores, calafrios ou ondas de calor, palpitações, náuseas, mal-estar, dormência, dor ou desconforto no peito, tontura ou desmaio. Desespero, pensamentos catastróficos, medo de morrer, apreensão, desamparo…

A síndrome do pânico pode durar meses ou anos e, quando não tratada, afeta a vida profissional, social e familiar. É imprescindível a orientação de um psicólogo, psiquiatra ou terapeuta ocupacional. Eles prescreverão um tratamento adequado para cada paciente. Existem vários remédios capazes de inibir o efeito do pânico. E com ajuda médica, você conseguirá descobrir qual o melhor tratamento para você.

Felizmente, não tenho Síndrome do Pânico, sou apenas um tanto medrosa. Aprendi  uma técnica simples que ajuda muito a diminuir a sensação de mal-estar que a ansiedade me traz: inspirar o ar pelo nariz até que se infle totalmente a caixa torácica. Prendê-lo por dois a quatro segundos, e soltar o ar bem devagar pela boca. O exercício pode ser repetido por algumas vezes até que se obtenha a melhora da sensação de dor ou de desconforto no peito.

Seja qual for o seu problema, o importante é não se deixar abater e procurar ajuda. A vida é muito curta para perder tempo com medo.

 

Josilene Corrêa  é jornalista e já escreveu para o OF  artigos como:

Esconder a esquizofrenia é loucura

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Síndrome de Down: um cromossomo a mais e muito empenho para vencer as barreiras

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Imagem: reprodução 

 

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