Bem Estar

Menopausa precoce e as chances de reprodução assistida

19 de fevereiro de 2015

por Ana Karla Gomes

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O fim da fase reprodutiva da mulher, que possui idade média em pacientes brasileiras de 46 anos, possui como marco a última menstruação a qual é denominada menopausa. A partir deste momento, a ovulação deixa de existir e a menstruação é suspensa. Porém, para algumas mulheres, a menopausa chega com antecedência, bem no período em que a maioria ainda poderia ter filhos. Quando isto acontece, pode estar se configurando um quadro de menopausa precoce, chamada de falência ovariana precoce (FOP).

De acordo com o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da clínica paulista Criogênesis, Renato de Oliveira, a FOP é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos quarenta anos de idade. “Nesse caso, os ovários deixam de produzir hormônios de maneira adequada para a reprodução e não há liberação de gametas femininos, também chamados ovócitos, resultando na infertilidade. No Brasil, podemos encontrar até dois milhões de mulheres que estariam em idade reprodutiva este problema”, diz.

Ainda de acordo com o médico, as causas podem ser genéticas, destacando-se a presença da pré-mutação do gene FMR1, hormonais, autoimunes, cirúrgicas ou exposicionais, como o trabalho com irradiação, grande variações de temperatura ou algumas substâncias tóxicas à fertilidade. Além das doenças citadas, os procedimentos de radio e quimioterapia também poderiam levar ao esgotamento da reserva ovariana.

Alguns sintomas podem alertar para esse problema, dentre eles, a irregularidade menstrual, como explica o especialista. “O sintoma mais comum é a parada ou diminuição na frequência menstrual ou ciclos menstruais mais curtos. Outros sintomas podem surgir, como é o caso de ondas de calor, sudorese noturna, insônia, alterações do humor, secura vaginal, falta de energia, perda da libido e dor no ato sexual”, alerta o ginecologista.

CHANCES DE ENGRAVIDAR

Mulheres em fases de transição de falência ovariana precoce, ou seja, com ciclos menstruais irregulares, apresentam uma chance inferior a 10% de conceber. A boa notícia para essas futuras mamães é que, com o avanço da ciência e graças às técnicas de reprodução assistida, o sonho da maternidade pode ser possível.

“De forma natural, a mulher não engravida na menopausa precoce, pois os ovários estão comprometidos e não liberarão os gametas a fim de serem fecundados pelos espermatozóides. Entretanto, se a mulher deseja gravidez, poderá recorrer aos procedimentos de reprodução assistida como, por exemplo, a Fertilização in vitro (FIV), utilizando óvulos doados ou utilizando-se dos seus próprios oócitos para serem fertilizados, caso já tenha realizado um congelamento preventivo”, explica o especialista.

Também chamada popularmente de “bebê de proveta”, a FIV consiste, basicamente, em quatro etapas. Na primeira fase, é realizada a estimulação ovariana por meio da administração controlada de hormônios exógenos à paciente com o objetivo de estimular a formação de um número de folículos maior em relação ao ciclo natural. A segunda etapa refere-se à retirada dos oócitos dos folículos, procedimento denominado punção ovariana, os quais serão encaminhados ao laboratório para sua fertilização com o espermatozóide previamente coletado.

A terceira fase compreende o período de desenvolvimento dos embriões em estufas adequadas durante uma média de 3 a 5 cinco dias. Por fim, na quarta fase, a transferência com um cateter específico dos embriões para o útero, procedimento que não requer a necessidade de anestesia.

*Com informações da assessoria

Imagens: reprodução

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