Bem Estar

Vitiligo: dermatologista fala sobre a doença e os tratamentos mais recentes

5 de maio de 2015

por Estevão Soares

O vitiligo é uma doença cutânea que resulta na perda gradativa do pigmento da pele, fazendo surgir lesões por todo corpo, independente do tipo ou cor de pele. Mesmo não sendo contagiosa e nem representando danos à vida de quem a possui, a maior preocupação dos médicos são os sintomas emocionais que o paciente pode desenvolver, como o impacto na autoestima. Atualmente, há tratamentos que desaceleram ou até estacionam a doença, por isso, conversamos com a dermatologista Gleyce Fortaleza para conhecermos mais detalhes a respeito de tudo o que envolve o vitiligo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas hipopigmentadas têm geralmente localização e distribuição características. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood é fundamental nos pacientes de pele branca, para detecção das áreas de vitiligo.

Com a palavra, Gleyce Fortaleza

Atualmente, conseguimos resolver muitas lesões de vitiligo a partir de uma gama de tratamentos, como os que utilizam luz ultravioleta, que tem garantido um excelente tratamento. O vitiligo é uma lesão imprevisível e, por mais que o tratamento inicie cedo, o paciente pode ter uma má evolução. Em 99% dos casos, isso não acontece, mas conseguimos ter um bom controle.

Existem lugares no corpo de pior prognóstico, quando, por exemplo, o paciente tem a lesão na dobra do dedo, em cima de articulação, é pior do que quando a lesão é em uma perna, no rosto ou em outras regiões de superfície articular.

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O importante é reconhecer a mancha rapidamente, começar o tratamento cedo e fazer um acompanhamento regular. As lesões, possivelmente, serão estacionadas, como também já é possível fechar algumas lesões de vitiligo. Porém, não tem como o médico garantir, pois, mesmo utilizando todos os recursos, tratamentos com cremes, medicação oral, ultravioleta e outras técnicas, inclusive cirúrgicas, que estão sendo utilizadas no combate ao vitiligo, não há como controlar. Com um leque amplo de tratamentos, o ideal é discutir com o dermatologista qual o melhor para cada paciente, já que cada caso possui sua individualidade.

O vitiligo é, aparentemente, uma lesão autoimune. O que vemos muito, na prática, é o “gatilho” emocional como estimulante ao surgimento dessas lesões. Por isso, é muito comum o vitiligo em criança que enfrentou o divórcio dos pais ou mudou de cidade. Nos adultos, o problema pode ser desencadeado por conta do stress.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não existem formas de prevenção do vitiligo, mas, em 30% dos casos, há um histórico familiar da doença, portanto, os parentes de indivíduos afetados devem realizar uma vigilância periódica da pele e recorrer ao dermatologista caso surjam lesões de hipopigmentação, a fim de detectar a doença precocemente e iniciar cedo a terapêutica.

A SBD ainda afirma que, em pacientes com diagnóstico de vitiligo, deve-se evitar os fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Evitar o uso de vestuário apertado, ou que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

* A modelo canadense Chantelle Brown-Young ilustrou o nosso post. A moça se recusou a abrir mão da carreira de modelo por causa do vitiligo e fez certíssimo: ano passado, a bela, de 19 anos, foi a concorrente mais popular do concurso norte-americano “America’s Next Top Model”, estampando badaladas campanhas publicitárias e ganhando mais de 100 mil seguidores em seu perfil no Instagram.

Serviço
Clínica Pele
Rua Padre Carapuceiro, 968 – Empresarial Janete Costa, 20º andar, Boa Viagem – Recife-PE
(81) 3326-1828

Imagens: Reprodução

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