Bem Estar

Você precisa aprender sobre ‘faxina emocional’

15 de março de 2017

por Observadora

faxina_emocional

Por mais planos pessoais e profissionais que façamos, as coisas nem sempre saem como esperamos. E a cada erro fica aquela mágoa, mesmo que pequenininha. Esta vai se juntando a outra e a outra até que nos sufoca, nos deixa sem ânimo e sem esperança. Olhamos nossa imagem no espelho e não nos reconhecemos mais.

 Quando chegamos a esse ponto é hora de pararmos e fazermos a chamada faxina emocional. Ela nos ajuda a recuperar nossa disposição e a “desembaçar” nossos olhos, de forma que enxerguemos melhor as inúmeras oportunidades bacanas que nos aguardam mais à frente.

De qualquer forma, a vida costuma nos indicar a hora da faxina. “Por exemplo, quando percebemos que não estamos mais conseguindo sentir entusiasmo com pessoas ou se não vamos a passeios que antes gostávamos. Quando não conseguimos reagir de forma elegante às pessoas que nos agridem ou não correspondemos às pessoas que oferecem carinho. Quando percebemos que estamos sendo dominados por sensações ruins e não sentimos força para superá-las”, enumera a especialista.

Esse realinhamento mental se assemelha àquele bota fora que fazemos periodicamente em casa. Assim como a casa parece mais “leve” depois da limpeza, o mesmo acontece com a nossa mente. E é bom esclarecer: fazer uma faxina emocional não é sinônimo de chorar. Derramar lágrimas apenas vai nos aliviar momentaneamente.

“Toda forma de alivio vicia e a pessoa corre o risco de chorar cada vez mais por cada vez menos coisas. Chorar um pouco pode, faz com que nos sintamos como humanos que têm fragilidades, mas devemos sempre buscar forças para ter menos do que chorar nas próximas vezes”, orienta Marisa.

Para fazermos a faxina devemos levantar os pontos a serem alterados e traçarmos metas de mudanças. Se você se afastou dos amigos, volte a ligar para eles e convide-os para virem à sua casa; volte a se entusiasmar quando vai ao cinema; encontre forças e diga para o seu colega de trabalho que as interferências dele lhe atrapalham e devem parar.

Podemos fazer a faxina emocional sozinhos ou com a ajuda de um psicólogo. O importante é encontrarmos o equilíbrio. Não dá para adotarmos a postura de falarmos tudo o que vem à mente, mas também não podemos guardar mágoas. Marisa sustenta que guardar mágoas é horrível e que o correto é tentarmos resolver a situação, mas sem afrontar as pessoas.

Às vezes ter a resposta na ponta da língua pode significar que a pessoa está agindo por impulso e não com total consciência do que realmente seria melhor. Falar tudo o que pensa pode dar a impressão de que a pessoa é agressiva sem se incomodar com o sentimento alheio”, completa.

Esse processo pode ser difícil, às vezes doloroso, mas é preciso aprendermos a olhar com olhos maduros as situações do passado que ainda nos machucam, nos impedem de seguir nossa vida. Só assim vamos aprender a praticar o desapego, principalmente daquelas vivências mais dolorosas.

“Muitos traumas deixam marcas, porque nos pegaram em momentos em que não tínhamos saída. Por isso, devemos aproveitar e criar oportunidades de olhar novamente para estas vivências e dar um novo significado a elas, percebendo que estamos sempre nos desenvolvendo e podemos ser um pouco mais fortes do que já fomos no passado”, diz Marisa.

 

 

Juliana Falcão (MBPress) é psicóloga clínica

 

Edição: Josilene Corrêa

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