Cultura

Blake Lively luta contra tubarão no acertado “Águas rasas”

27 de agosto de 2016

por Talita Corrêa

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Quem é fã, como eu, de filmes com temáticas apocalípticas, tragédias em alto mar, naufrágios, tubarões e piranhas imprevisíveis, vibrou ao saber da estreia de Águas Rasas, longa de Jaume Collet-Serra, recém-chegado aos cinemas.

A boa notícia para quem não curte telona cheia de sangue, no entanto, é que Águas Rasas não tem nada de terror trash, como a sinopse pode sugerir. Ao contrário, a contar a história de Nancy, uma estudante de medicina – e surfista – que se vê encurralada por um tubarão no mar de uma praia remota do México,  a produção traz questões como coragem, solidão e instinto de sobrevivência que muito mais se parecem com um bom e velho Náufrago (e seu Tom Hanks).

Essa pegada e medida acertadas garantem que o espectador compre a história, torça e sofra pela protagonista, e até esqueça da pipoca. Mas não impede cenas do absurdo hollywoodiano, com heroísmos inimagináveis e saídas sobre-humanas para os sufocos de Blake Lively, estrela do filme. Nada que não possa ser superado em nome da sétima arte. A própria Blake, aliás, ajuda o público a se convencer das cenas que beiram o impossível.

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Tão linda quanto esteve em “A incrível história de Adaline” e na série “Gossip Girl”, Blake é uma visão paradisíaca à parte. Mas assistir, por cerca de breves 90 minutos, à atriz americana surfar, nadar, se machucar, afundar e lutar pela vida enquanto a maré sobe, sem que seu biquíni cortininha saia do lugar, é quase desconcertante. Sobretudo nos momentos em que ela trata o tubarão como se estivesse tomada pelo espírito de MacGyver. Um pouquinho mais de choro e desespero não teriam feito mal ao senso de realidade de ninguém.

Trilha sonora de Marco Beltrami e uma fotografia incrível são outros pontos altos da trama, que traz registros inesquecíveis dentro da água, como o momento em que Nancy mergulha entre águas vivas reluzentes. Ponto também para a reprodução do corpo de uma baleia gigante atacada, boiando no mar, e para a cena onde Nancy, no início do filme, cai da prancha, bem em cima dos corais, numa agonizante câmera lenta. Ponto negativo para os dispensáveis e forçados diálogos da personagem com a família, que tentam justificar, sem muita naturalidade, a motivação emocional da viagem da garota, que acaba de perder a mãe. Que bom que são poucos.

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No balanço geral, entretenimento acertado para o fim de semana, daqueles que fazem a gente sair da sala do cinema querendo comentar com alguém cada susto e detalhe da história.

Curiosidade: no filme, a ilha onde a personagem vai passar suas férias é no México. Na versão dublada do México, a história se passa no Brasil e os nativos falam português brasileiro.

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