Cultura

Horizonte Profundo: crítica do filme que trata famoso desastre no Golfo do México

13 de novembro de 2016

por Observadora

DEEPWATER HORIZON

Transformar uma tragédia da vida real em roteiro de cinema não é novidade na indústria cinematográfica. A história por si só já traz um apelo maior para o espectador, que adentra na sala de cinema com aquele ar de veracidade, tendendo a sofrer muito mais com os personagens. Claro que várias pessoas esquecem que muitos longas são apenas adaptações, podendo ter mudanças importantes na história. Mas ainda assim, o apelo certamente é maior. Finalizar com fotos das pessoas verdadeiras, então, é um golpe de misericórdia.

Em Horizonte Profundo, o enredo nos apresenta Mike Williams, trabalhador que fica embarcado em uma plataforma de petróleo no Golfo do México, que foi palco de um dos maiores desastres e vazamentos da história dos EUA.

O longa se inicia apresentando os personagens de forma um tanto óbvia e previsível. É notório o clima de tensão no ar que se cria perante o espectador, que já sabe o que vai acontecer. O último abraço na família, o último beijo nos filhos, etc. E o diretor Peter Berg explora muito este ponto. Até demais, se ouso dizer. Embora a película tenha muita ação, os pontos de dramas são exacerbados.

A escolha de elenco também é um pouco entediante. Embora funcione bem de maneira geral, não tem destaques ou performances incríveis e diferenciadas. Mark Wahlberg segue sendo aquele cara forte que salva a pátria no final das contas. John Malkovich com seu ar de vilão frustrado e indeterminado. Fora Kate Hudson, coitada, que é tão coadjuvante que o espectador nem lembra que ela existe. Bem confusa esta configuração.

Horizonte Profundo tem boas cenas de ação, no entanto, que entretêm e envolvem o espectador. A história, de fato, é muito interessante e rende um bom roteiro. Julgo dizer que este bom roteiro não existiu, mas também não é tão ruim assim. Peca pelo artifício de não deixar o público respirar e, consequentemente, raciocinar direito o que está acontecendo na tela.

No mais, é um clássico hollywoodiano que explora absolutamente do nada as relações dos personagens, onde o mocinho salva a mocinha no último segundo, antes do mundo acabar. Forçado demais e completamente desnecessário. Fico imaginando em que momento o roteirista ou diretor julgou que aquilo seria uma boa ideia. Mas enfim, não deixa de ser um filme bem interessante.

Marcela Gelinski é jornalista, cinéfila, amante de vampiros, apaixonada por pipoca, fã de livros, viciada em Friends e crente em conto de fadas. Ela compartilha sua paixão por cinema no Coisa de Cinéfilo.

Imagens: reprodução

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