Cultura

Lenine embarca em campanha de fã com doença genética sem cura

3 de julho de 2015

por Talita Corrêa

lenineabraçaamarina

 

Depois de passar 21 dias em um hospital de Santa Catarina, a estudante Marina Oliveira, de 21 anos, fez uma lista com 21 coisas para compensar o período de internação. Um dos itens da lista incluía ir a um show do pernambucano Lenine, que está em turnê pelo Brasil com o disco “Carbono” (de faixas inéditas e muita experimentação musical).

Mas o que era só um desejo de fã virou uma campanha de internet. Com a ajuda de uma amiga, a Gabriela David, Marina criou a hashtag #LenineabraçaaMarina e começou a sonhar com a possibilidade de ver o ídolo de perto na apresentação marcada em Florianópolis para este sábado, 4.

Dois mil compartilhamentos e 48 horas depois, a página oficial do artista entrou na brincadeira e avisou que o pedido da estudante seria prontamente atendido.

“Não consigo parar de tremer. Obrigada a todos que ajudaram nessa campanha louca que a Gabriela inventou”, resumiu a moça, que estuda jornalismo na UFSC.

Uma dessas histórias para fechar a semana com a certeza de que a vida requer muito pouco pra ser grandiosa e feliz.

Para o alto e avante.

Oi, Lenine. Eu, como essa gente toda que te acompanha e canta tuas músicas com a maior alegria, sou tua fã. De carteirinha. De dar brilho no olho. Peço licença pra te contar um ‘causo’.
Eu tenho uma doença genética sem cura chamada Fibrose Cística. Por causa dela eu preciso ter um cuidado maior com o meu pulmão e sou mais propensa a infecções, principalmente pulmonares. Ocasionalmente eu preciso ficar internada pra administrar antibióticos injetáveis e aumentar minha imunidade. É nesse estado em que me encontro agora, pela segunda vez esse ano.
No fim da minha internação em maio, eu fiz uma lista de 21 coisas que eu queria fazer – para compensar os 21 dias internada – e nessa lista eu coloquei ‘ir a um show do Lenine’, mesmo que não estivesse nada marcado pra Santa Catarina.
Marcaram! Comprei meu ingresso e do meu irmão na primeira semana.
Eu vou ao show porque apesar dos cuidados meu quadro é estável e meu médico autorizou. Não posso permitir que a minha doença norteie minha vida. Depois de tantos antibióticos e agulhas, preciso estar no sábado dia 4 em Jurerê pra te ouvir cantar.
Vim aqui na verdade pra dizer que eu ouço tuas músicas desde meus 12 anos e pra te pedir um abraço. Um abraço pra que a cada internação que vier pela frente me faça lembrar desse momento tão especial e tão incrível: um abraço com carinho de alguém tão admirado de longe.

Lenine, me abraça?”.

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Imagem: reprodução

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