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Barcelona: arte, diversidade e frames incríveis!

11 de setembro de 2013

por Ana Karla Gomes

Imagens: Reprodução

DIA 1

De Ibiza seguimos para Barcelona. A chegada no nosso segundo destino espanhol tinha tudo para ser tranquila. Mas não foi. Tivemos uma noite tensa ao chegar no hostel reservado, o Las Ramblas Accommodation, localizado nas mediações da Plaza Catalunya: não havia ninguém para nos receber, ou seja, impossível fazer o check-in. Só não foi pior porque um casal que estava hospedado no local liberou o nosso acesso à recepção, e aí conseguimos encontrar três curitibanas amigas de uma integrante do nosso grupo, que já estavam hospedadas no recinto.

Não ajudou muita coisa, mas pelo menos, não estávamos mais do lado de fora. De qualquer forma, o nosso quarto só seria liberado no dia seguinte. Após diversas tentativas de contato – sem sucesso – com a dona do local, só nos restou a recepção. Já era madrugada e com as ruas desertas não dava para buscar outras alternativas.

Ao lermos o site do estabelecimento novamente, descobrimos que o serviço da recepção não era full-time, havia um horário de funcionamento, das 9 às 20hs, e quem chegasse antes ou depois desse período teria que arcar com uma taxa de 20 euros. Ok, dormimos no ponto, mas nada justifica a falta de atenção da administração do local, que já tinha conhecimento do nosso horário de chegada e nada nos antecipou. Afinal, informação nunca é demais para quem trabalha com público estrangeiro.

Com o dia claro, a nossa tolerância já tinha ido pro espaço. Esperávamos encontrar a proprietária do hostel, mas só quem apareceu foi o pessoal da limpeza. E para piorar a coisa, eles disseram que não conheciam a pessoa com quem havíamos fechado a negociação. Aguardamos no local até o meio-dia, e como nada aconteceu, saímos revoltadas à procura de outra acomodação.

Plaza Catalunya: excelente localização para hospedagem!

Felizmente, ali bem perto, após algumas tentativas frustradas, encontramos um hotel excelente: o Condestable.

Compacto e confortável, aquele cantinho foi a nossa salvação. Após um banho revigorante, iniciamos a “turistada” por Barcelona.

Caminhamos muito pela famosa La Rambla, mas a primeira parada foi no Mercado de San José, mais conhecido como La Boquería. Ficamos encantadas com a fartura de opções: queijos, peixes, carnes, sucos, frutas exóticas, especiarias, tapas e o presunto espanhol (jamon). Foi difícil segurar espaço no estômago para tudo que queríamos degustar.

Especiarias encontradas no Mercado La Boquería!

O nosso primeiro almoço na cidade Condal foi um crepe de jamon, que de longe dava para sentir o cheiro (divino!).  Por 7 euros ficamos mais que satisfeitas, tanto que só pensamos em comer algo novamente depois das 22hs.

Crepes abertos e expostos para atrair clientes!

O mercado estava lotado, o que não é novidade. Quem visita o local, além de fazer uma estratégica parada gastronômica, quer mesmo é registrar seu grande arco de ferro com vitrais na entrada.

Os belos vitrais da fachada do Mercado La Boquería.

Onde: La Rambla de Sant Josep 91, Metrô: Liceu (L3, linha verde)
Horário: segunda a sábado: 8:00h-20:30h

Após a saída do mercado, seguimos para a Casa Batlló, uma das últimas obras de Gaudí, o arquiteto catalão mais famoso do mundo. A construção, feita em azulejos policromáticos e ferros retorcidos, chama atenção pelas ondulações do telhado e dos balcões e provoca uma série de interpretações no espectador.

Casa Batlló, uma das maiores explosões criativas de Gaudí.

Sugiro que essa visita seja feita sem pressa porque a casa é enorme, e composta por vários ambientes. Os 20 euros pagos para entrar na casa foram um dos mais bem pagos da Eurotrip.

Na Casa Batlló, entre Teca e Larissa, parceiras de viagem!

Onde: situado no nº 43 do Paseo de Grácia, na chamada Ilha da Discórdia.

À noite demos um pulo no Hard Rock Cafe, situado na Plaza Catalunya, mas esticamos até a Calle El Born, rua de bares e point de baladinhas. Vale a pena conhecer!

DIA 2

No segundo dia já tínhamos as programações definidas. Começamos pela Sagrada Família.

Assim que chegamos ao local, a fila para a compra da entrada dobrava no quarteirão e o calor não estava nada amigável. Já estávamos esbaforidas quando, enfim, garantimos os nossos tickets, mas bastou pisar no santuário para acalmarmos os ânimos. Mais uma vez, ficamos frente a frente com o talento de Gaudí. Segundo críticos, o templo católico é considerado a obra-prima do arquiteto e a representação máxima da arquitetura catalã.

Fachada da Sagrada Família

A construção que iniciou em estilo neogótico, em 1882, teve o seu projeto alterado quando Gaudí o assumiu. Até hoje, as obras da Sagrada Família não foram finalizadas. Três fachadas foram projetadas na sua concepção: a Fachada da Natividade, a Fachada da Paixão e a Fachada da Glória. Quando a basílica estiver concluída, ela será composta por 18 torres.

Concentrada nas explicações sobre a história da Sagrada Família.

Na saída do templo, fizemos a parada do almoço. Ricomincio da Ter foi a pedida da vez. Uma típica comedoria italiana, com mesas dispostas na calçada e um cardápio delicioso de massas e vinhos. Tivemos um lunch inspirador, gostoso de recordar!

Onde: assim que sair da Sagrada Família pelo lado esquerdo, pegue a segunda rua à esquerda. O Ricomincio da Ter é o segundo ou terceiro restaurante da rua, se não me falhe a memória.

Depois de lá, a ideia era conhecer um piquenique eletrônico que estava acontecendo no Parc de Montjuïc (a área mais mais verde da cidade). Chegamos até lá de ônibus, só não sabíamos que teríamos que andar tanto para chegar à festa. Mas essa andança foi incrível, passamos pelo Estadi Olimpic de Barcelona e pela Fundació Joan Miró, pena que ambos estavam fechados.

Vista do Castillo de Montjuïc

Quando chegamos à festa, o espaço já estava entregue às moscas, então demos meia-volta, o que foi a grande felicidade da noite, diga-se de passagem. Pegamos o ônibus e sem saber muito bem qual seria o ponto da nossa descida, paramos em frente ao Montjuïc. A nossa ideia de voltar para o hotel rapidamente se desfez quando, de longe, avistamos um espetáculo de luzes e cores. Era a Magic Fountain of Montjuïc. Fomos chegando mais perto da multidão e assim que sentimos a água batendo no corpo (tudo culpa da dança das fontes!), fomos surpreendidas pela canção “Ai se eu te pego”, de Michel Teló.

Momento inesquecível na Magic Fountain of Montjuïc!

Nesse momento, a música chiclete parecia poesia. Cantamos alucinadas, com uma emoção difícil de descrever. Era a brasilidade falando alto, e mesmo estando há apenas seis dias longe dos nossos, foi bom demais nos sentirmos em casa. O clima, mais que agradável, era o convite que faltava para a degustação de um bom vinho. E facilmente se foram três garrafas, no meio daquela praça…

O gás parecia não acabar naquela noite. De lá ainda seguimos para um pub perto da Plaza Catalunya. De antemão, peço desculpas, realmente não me lembro do nome desse local, mas foi lá onde fechamos o domingo com chave de ouro. Comemos, bebemos e ainda dançamos muuuuito, aliás, demos aula de Jazz! Fomos mesa a mesa convidar os clientes do bar para dançar e no fim da noite, praticamente, todos estavam pedindo para aprender novos passos! Genial!

Break na aula improvisada de Jazz!

No dia seguinte embarcamos para Amsterdã logo cedo. Mas, sem dúvida nenhuma, os momentos em Barcelona foram de uma intensidade absurda, embora não tenha conhecido 1/3 das opções turísticas que a cidade oferece. Faltou tempo, só sei que voltarei lá quantas vezes puder. Da próxima vez, tenho certeza que terei uma recepção mais calorosa e mais dias para aproveitar essa terra cheia de arte, diversidade e frames incríveis!

Quer conhecer um pouquinho de Barcelona? É só dar play:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Mbey8UcR_pk[/youtube]

Na próxima semana, estarei de volta com o diário de Amsterdã! Não perca!

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