Elas por Elas

A outra

2 de março de 2015

por Observadora

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Este é um assunto muito delicado e polêmico, pois envolve traição e sentimentos, mas não se pode crucificar a “outra”. Ela nem sempre é uma destruidora de lares, às vezes, tão-somente, se apaixona pela pessoa errada. É enganada pelo homem casado que esconde ser comprometido e quando ela descobre, já é tarde demais, pois já está  envolvida e prefere se iludir com as promessas de que o casamento anda mal e que em breve irá se separar para ficar com ela.

Não estou defendendo nem acusando a mulher que se envolve com um homem casado. A amante que, muitas vezes, tem tudo, inclusive os melhores momentos, os mais ardentes beijos, torna-se vilã diante do fato de que está ameaçando a felicidade de uma família. Ela nem sempre entra na relação como inocente, mas também não é totalmente feliz porque a maioria dos homens a mantém como sua, mas não a assume totalmente. Com ela vive o proibido, o sexo avassalador, mas mantém a família como seu porto seguro.

Quando jovem, trabalhei num jornal  em que me deparei  com um caso assim. Uma colega de trabalho tinha um relacionamento com um homem casado há mais de dez anos. Saíam como amigos, não andavam de mãos dadas, mas todos sabiam menos a esposa (?), ou talvez até soubesse por que muitas mulheres preferem agir assim, se fazendo de cegas, a ter que se separar e perder seus direitos de esposa e seu conforto.  Sim porque muitas mulheres quando se separam, perdem muito do seu antigo padrão de vida. Mas, voltando ao caso acima, como qualificá-la? Destruidora de lares?

Não. Ela simplesmente se apaixonou pelo homem errado, mas nunca exigiu que deixasse a esposa e os filhos. Ela se contentava com suas migalhas e era feliz, ou pelo menos se dizia feliz. Assim se passaram mais de dez anos. Quando ele morreu, não pôde ir ao seu enterro. Também não refez sua vida e viveu apenas com as lembranças daquele amor proibido, que na verdade foi um empecilho para que realmente encontrasse alguém seu.

Nem sempre é fácil ser a outra, pois é comum passar as datas importantes sozinha, já que no natal, ano-novo, aniversário e outras, ele está com a família. Algumas mulheres até cobram uma definição do homem, mas a maioria prefere ter sua família e manter outra para seus encontros fortuitos. É lógico que existem mulheres que se beneficiam dessa posição e exploram seus amantes. Às vezes, eles gastam mais com elas do que com a própria família. São relações baseadas em interesse e, muitas vezes, engravidam para garantir sua segurança. Os casos são vários e a maneira como acontecem também.

Muitos homens  curtem pular a cerca sem que haja envolvimentos. Outros, quando isso acontece, ficam desnorteados sem saber o que fazer. Preferem ir levando a situação até que ela se defina por si. Geralmente, a mulher descobre e toma a iniciativa da separação, deixando o caminho livre para a outra, que também corre o risco de futuramente passar pela mesma situação. Afinal, todo casamento tem crises e precisa de muita diplomacia e carinho para superá-las.

É muito comum, com o passar dos anos, as mulheres deixarem de se arrumar, engordarem, dedicarem muito tempo para os filhos e “esquecerem” do marido. Daí que eles se tornam  presas fáceis para o envolvimento com outras mulheres, por ficarem carentes e ávidos do sexo que já não têm com a mesma intensidade. Em casa eles encontram o mau humor da mulher, sempre às voltas com os problemas domésticos e dificuldades com os filhos. Com a “outra” só curtem bons momentos, relaxantes, excitantes! Sem falar que muitos são sedutores e sentem prazer em conquistar.

Ser a outra, hoje, é bem diferente de alguns anos atrás. Naquele tempo era algo bem sigiloso e poucas se arriscavam a assumir esse status de amante. Hoje, não. Elas até ligam para a esposa, mandam mensagens, fazem de tudo para que ela descubra a traição do marido e, assim, resolva assumir outra relação. Hoje, muitas mulheres mesmo sabendo que o homem é casado, não se incomodam com esse “detalhe” e partem para a conquista, jogando todo o seu charme, carinho e o sexo que podem não mais ter em casa.

Antigamente, ser a outra era muito mais difícil. Hoje, o difícil é ser a esposa, pois exige múltiplas tarefas e qualquer vacilo pode resultar numa separação. Precisam estar atentas e continuar “namorando” seus maridos. Muitas pensam que por estarem casadas, acabou a conquista. Puro engano. Aí é que começa outra etapa em que precisam ficar atentas. Nada de ciúmes exagerados, de cobranças, de comparações. Os homens detestam tal comportamento. Devem cuidar do que é seu com o mesmo carinho e atenção porque se não o “bicho come”, ou melhor, a outra come.

Eu Sou A Outra 

Ele é casado e eu sou a outra,
Na vida dele,
Que vive qual uma brasa,
Por lhe faltar
Tudo em casa.

Ele é casado e eu sou a outra,
Que o mundo difama,
Que a vida, ingrata, maltrata,
E, sem dó, cobre de lama.

Quem me condena, como se condena
Uma mulher perdida,
Só me vê na vida dele,
Mas não o vê, na minha vida.

Não tenho lar, trago o coração ferido,
Mas tenho muito mais classe,
Do que quem não soube, prender o marido.

Josilene Corrêa  é jornalista e já escreveu para o OF artigos como Esse 2014 não deu sorte no amor? Basta lembrar que relacionamentos acabam, mas a vida continua

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