Elas por Elas

Beltrana não vai educar a minha filha

14 de fevereiro de 2017

por Observadora

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Tenho acompanhado postagens de amigas grávidas pela rede e o mais engraçado é que o filme se repete, principalmente a existência dos pitacos alheios, que tanto enchem o saco! E é sobre eles este post!

Quando soube da gravidez, segurei a onda e não divulguei a notícia, mas logo perdi o pouco da paciência que tinha quando encontrava aquelas mães que vinham com a receita pronta dos cuidados necessários no pré-natal, com as críticas de muitas (sim, acredite!) quando eu falava que tinha retomado as atividades na academia e, principalmente, com as típicas frases uó que geralmente iniciam com o “você tem que…”.

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Primeiro de tudo, ok, é bom receber sugestões e conselhos de quem já passou pelas dores e experimentou os sabores desse momento, mas vamos combinar que nenhuma mãe “tem que nad”. Há diversas e excelentes condutas médicas, há vários cardápios e atividades físicas massa para uma gestante, há como escolher a forma que sua cria chega ao mundo, (ah!), também não há nenhuma regra que diga que menina será mais feliz se tiver enxoval rosa e menino será mais menino se seu quarto for azul. Cada mãe encontra o melhor caminho pra si, essa é a história.

Hoje, minha miúda está prestes a completar 1 ano e 4 meses, já aprendi alguma coisa sobre maternidade, mas até agora os pitacos me perseguem! Tive que trabalhar treze dias após o parto, e um monte de gente abriu a boca para falar besteira.

Recentemente fiz um curso fora da cidade e sabe qual a primeira pergunta que as pessoas faziam: “Como Maria Vida ficou?”. Gente, estar longe, não significa que prefira a ausência da minha filha! Nunca! Ao contrário, ela é a razão de tudo, o meu motivo! Mas como conquistas e algumas qualificações são bem significantes para mim, volto ainda melhor com a bagagem cheia para seguir a nossa jornada de mãe e filha.

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Saí em busca de sonhos e criei novas oportunidades. Minha Vida sente isso, desde o bucho converso com ela. Ela sabe a mãe que tem, é minha parceira, meu pingente. Quando bato o elevador e sigo rumo a uma viagem, ela nem olha mais para a porta, mostra independência, mas gargalha e também chora quando ouve a minha voz do outro lado da linha ou assiste aos meus vídeos de bom dia.

A foto abaixo registra um dos nossos momentos de papo aberto e carinho. Ela sempre me toca quando falo coisas importantes para nós duas ou conto como vai ser o meu dia, e parece que me entende melhor que gente grande.

Estou chegando ao final, mas é claro que essa ópera tem resumo. As dicas e sugestões, quando cabíveis e não moralistas, são bem-vindas, mas  Beltrana nenhuma vai (des) educar a minha filha. Aqui, só tem um pitaco que importa de verdade, é o dela. Somente

Mas isso só sente e sabe quem já botou alguém no mundo. 😉

 

Carol Maia é jornalista especializada em Comportamento da Mulher, com passagem de três anos pelo Observatório Feminino, Idealizadora do Única – Empreendedora de Si Mesma, Palestrante, Coach, Voluntária da Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR) e mãe de Maria Vida.

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