Elas por Elas

A força transformadora do voluntariado

31 de maio de 2016

por Observadora

Doar é uma atitude generosa de amor e de respeito às necessidades do nosso semelhante. É pensar no coletivo, no que está a nossa volta precisando do nosso tempo, da nossa atenção, do nosso carinho. O mundo está cheio de problemas, de catástrofes, de pobreza, de carências… As escolhas estão aí para serem feitas. Cruzar os braços e não fazer nada ou ir à luta e tentar tornar o mundo melhor e mais justo? É aí que entra o voluntário, esse alguém que dedica parte do seu tempo, sem remuneração, para o bem-estar social da comunidade, através de um trabalho solidário que atende às necessidades das pessoas, dos animais, do meio ambiente e ações humanitárias, motivados pelo aspecto religioso, cultural, filosófico, político ou emocional.

É a verdadeira manifestação do amor, da solidariedade e ajuda ao próximo. São pessoas engajadas numa causa e conscientes do seu papel. Engajamento esse que as fazem se comprometer na luta dos menos favorecidos e carentes de todo tipo de ajuda. Mas mais do que doar, não podemos esquecer o quanto essa doação é transformadora e faz com que se cresça interiormente. Com certeza, beneficia mais quem doa do que quem recebe.

Qualquer pessoa pode aproveitar uma habilidade e especialidade profissional e se tornar voluntário. Esse serviço comunitário abrange mais de um bilhão de pessoas em 36 países, todas voltadas para quem precisa de ajuda, dedicação e muito amor para encarar as dificuldades. No Brasil são 16,4 milhões de pessoas trabalhando em torno dessa cultura de voluntariado, desse trabalho tão maravilhoso que implica numa doação de si mesmo. A verdade é que devemos sempre, na medida do possível, aliviar o sofrimento dos outros, pois ninguém sabe o dia de amanhã como será. A nossa vida é uma eterna caixinha de surpresas. Às vezes tudo caminha bem, quando de repente somos surpreendidos com uma notícia que muda tudo.

Foi assim que aconteceu na vida da voluntária Verônica Barros, exemplo de uma grande mulher, forte e guerreira… Sua filha então com seis anos teve uma grave doença, mas contou com a ajuda dos médicos, enfermeiros e colaboradores do Hospital do Imip, que não mediram esforços para curá-la. É lógico que foi, principalmente, obra de Deus, mas eles foram importantíssimos no seu tratamento. Essa mãe ficou tão grata pela atenção e carinho que tiveram com sua filha que, ao vê-la curada, prometeu que dedicaria boa parte do seu tempo para ajudar aquele hospital e quem precisasse de uma palavra amiga.

Ela não é médica, nem tampouco enfermeira, mas tem um coração tão cheio de amor que é capaz de transformar o dia daquelas pessoas desesperadas que, muitas vezes, mais do que um tratamento, precisam de uma palavra de esperança. Assim tem sido a vida de Verônica há mais de 15 anos, e ela pretende continuar até quando puder, porque seu coração aprendeu que quanto mais amor ela dá, mais amor ela tem no coração. É algo que só aumenta, assim como a gratidão de quem recebe seu carinho e atenção. Esse é seu combustível e o que lhe dá forças para continuar fazendo a diferença na vida de muita gente. Ela poderia estar cuidando da casa, dos filhos e do comércio que lhe foi deixado pelo marido que faleceu há alguns anos, e já seria grande a sua luta; mas ela não se sentiria completa porque seu coração aprendeu que na matemática da vida: dividir é mais… Mais amor, mais alegria, mais satisfação em ver que sempre vale a pena dedicar um pouco do seu tempo em benefício do outro, a quem ela abraça com a certeza de que não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria a alguém. Encontrei uma frase que representa muito bem a sua história: “Um amigo me chamou para cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui”. – Clarice Lispector. Parabéns, Verônica! Que bom seria se no mundo existissem mais pessoas iguais a você!

Josilene Corrêa  é jornalista e já escreveu para o OF artigos como E o que nossos velhinhos precisam é de amor…

Imagens: reprodução

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