Elas por Elas

Coragem e Fé

18 de abril de 2013

por Observadora

Imagem: Reprodução

Com a obesidade, não usava saltos, a minha auto estima era inexistente, sentia muitas dores nas pernas e principalmente no joelho. Estava quase diabética aos 32 anos de idade. Não conseguia fazer uma caminhada curta que tudo, mesmo que exigisse um esforço mínimo, me cansava. A obesidade estava acabando comigo, me deformando, me paralisando e o pior, me excluindo do convívio com outras pessoas. O processo de depressão, ainda que inicial, desperta sem que a pessoa sinta. Você come para compensar o sofrimento de ser gordo e porque comeu sofre as consequências da comilança e se deprime.

Foi exatamente quando cheguei neste ponto que minha mente começou a mudar. Acredito que ela deve mudar antes mesmo da cirurgia, como foi. Começava a busca pela minha qualidade de vida. Fiz pesquisas sem fim sobre a cirurgia, depois de ter tentado as inúmeras vias possíveis para o alcance do emagrecimento – todas sem êxito.

Mesmo sem apoio da minha família e de amigos, decidi, num ato de coragem e fé, que iria alcançar o meu tão sonhado bem-estar de corpo e alma. Marquei a cirurgia e foi o mais correto que fiz, o melhor. E dessa vez, por conta própria.

Hoje, com menos 27kg, me sinto livre, abraçada pelo mundo, feliz plenamente e, mais que tudo, agradecida a Deus pela nova chance de viver.

Antes X Depois

Não vou mentir. É uma busca incansável e muito solitária. Por mais que te apoiem e demonstrem o gosto pela mudança, só depende da gente. Passei a ser vista como a diferente! Vou à academia todos os dias, logo após o trabalho. Só vejo meus amigos e familiares nos finais de semana, porque durante a semana só tem EU na minha agenda. E isso é difícil de levar. Chamar para tomar um chopp é o que mais tem, mas para fazer uma atividade….quanta diferença!

A reeducação alimentar se torna natural com a mente preparada. Hoje almoço e janto no máximo 130g em cada refeição. Alimentação é a cada 3 horas. E você começa a pensar, já que cabe pouco, tenho que proteger meu corpo, deixa-lo bem disposto, então você passa a priorizar a qualidade dos alimentos e das suas refeições.

Não perdi só peso e medidas, mas deixei pra trás um fardo de frustrações que a obesidade injetou em minha vida. Posso dizer com toda convicção que sou muito feliz e, mais que isso, que aprendi a viver de forma plena. Danço, pratico novos esportes, saio, aprecio uma bela paisagem, etc. Não existem problemas quando se quer vencer!

 

 

 

 

Fernanda Negrões,

Sócia fundadora do Negrões & Saraiva advogados associados.

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