Bem Estar

Ei, depressão, dá licença que eu vou passar…

13 de fevereiro de 2014

por Observadora

O mundo dá muitas voltas e devemos estar preparados para tudo, para não sermos surpreendidos pela tristeza e pelo medo de recomeçar. Eu mesma fui testemunha disso, quando me vi diante de um enorme buraco e sem forças para contorná-lo. Não foi fácil, pelo contrário, foi muito difícil!

Um dia acordei e me vi desempregada, faltando quatro anos para me aposentar. Fiquei desesperada, deprimida e sem muita perspectiva de dar a volta por cima. A idade atrapalhava e minha experiência era muito restrita, numa área que não oferecia muitas opções de emprego. O sentimento de frustração me consumia, e eu não conseguia superar essa tristeza… Tentava disfarçar, pois não tinha consciência do quanto era evidente a minha desilusão e a minha apatia.

Diante da minha tristeza, da baixa autoestima e do meu pessimismo, um diagnóstico era evidente: eu estava com depressão. Sentia-me angustiada, desanimada, apática, insegura, inútil, fracassada, vazia… Chorava muito e por qualquer motivo. E além de muita dor de cabeça, pressão no peito e sensação de corpo pesado, sentia dores variadas e injustificáveis.

A princípio, me neguei a aceitar o problema e a procurar um médico. Mas era inevitável, porque tristeza vem e passa, mas a depressão persiste e só passa se for tratada. Descobri também que não estava sozinha e que quase 10% de brasileiros sofrem desse mal. Mas isso não é alento, muito pelo contrário. É assustador! Segundo o Ministério da Saúde 350 milhões de pessoas no mundo têm depressão. E muitos morrem!

Descobri também que, além de tratamento médico, precisava praticar exercícios e modificar meus hábitos alimentares, nada salutares, por sinal.

Busquei forças lá no fundo da minha alma, na minha fé e no amor e apoio da minha família e dos meus amigos, os verdadeiros, sempre dispostos a me devolver o sorriso que teimava em desaparecer do meu rosto.

Agora, mais forte, mais disposta a vencer essa luta ou qualquer outra, eu lhes digo: foi esse amor que me ajudou e não me deixou desistir  dos meus sonhos. Foi por ele que voltei a acreditar em mim, a acreditar que posso cair e levantar quantas vezes for preciso. O chão é o limite para minhas quedas, mas o medo não pode ser nunca o limite para os meus sonhos.

Velha eu? Velho é o preconceito de quem me vê assim. Tenho sonhos e enquanto puder sonhar, terei razões para viver e ser feliz!

 

Josilene Corrêa tem 57 anos, é jornalista e também escreveu para o OF os artigos “Quando nossos pais envelhecem“, “Quando nossos filhos crescem“ e “Quem tem o mínimo de sensibilidade, se comove com o olhar triste e carente de um cão ou gato de rua“

 

Imagem: reprodução

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