Elas por Elas

Quando os filhos crescem

4 de fevereiro de 2014

por Observadora

Um belo dia você percebe que alguma coisa mudou. Você olha para seu filho e o vê crescido, com outros interesses que não aqueles que costumava ter. E esse processo é tão rápido que você mal tem tempo de se preparar para as mudanças, para vê-lo independente, livre do seu controle, das suas cobranças, dos seus limites.

De repente, você se assusta com as diferenças que começa a encontrar a partir desse dia. Ele já não depende mais de você e até prefere demonstrar essa autonomia com um pouco de ironia. Já não aceita sua opinião na escolha das roupas, que dirá dos amigos! De repente ele se sente adulto e, você, apavorada, continua a vê-lo ainda criança indefesa e despreparada para a vida. De repente, ele dá o grito da independência, mas você continua a tê-lo preso ao cordão umbilical.

Não é fácil. Pelo contrário, é extremamente difícil perceber que aquele filho que precisava tanto da sua proteção, do seu aconchego, está querendo voar sozinho, com suas próprias asas.

Aí vem outro choque, você se dá conta que não foi só ele que cresceu você também envelheceu. E você é quem se sente frágil, desprotegida, carente. Mas nada de desespero! É hora de encarar a realidade, de deixar que faça efeito a educação que você lhe deu durante anos que esteve sob sua guarda, sua total proteção. Agora ele terá que decidir sozinho, “quebrar a cara” algumas vezes, amadurecer, enfim.

Os filhos crescem um dia, mas quando se sentirem tristes, sozinhos, é para o seu colo que irão correr. Faz parte da vida esse processo, por mais doloroso que seja. Mas o amor que você lhes deu, com certeza, brotou e eles não vão se esquecer disso. Eles cresceram, mas não ficaram insensíveis. Afinal, o amor de mãe é para sempre, sempre que precisarem, sempre que alguma coisa der errada, sempre que o mundo parecer grande demais para os seus problemas!

 

Josilene Corrêa é jornalista

 

Imagens: reprodução

Siga @ObsFeminino  no Twitter e curta a fanpage do Observatório Feminino no Facebook

Esta página é feita por e para observadores (do mundo,do Brasil, das injustiças, dos detalhes, das emoções, das tendências, da alma feminina e do ser humano).

Para opinar sobre esse e outros textos ou contribuir com o conteúdo do OF, mande um email para of@observatoriofeminino.blog.br.


Leia também:

Deserto chamado UTI Neonatal
Carta para minha filha negra
Eu faria uma tatuagem pra você!

Pesquisar

Perfil

  • Ana Karla Gomes

    Editora Chefe

  • Rose Blanc

    Relações Públicas

  • Talita Corrêa

    Editora-Assistente

  • Estevão Soares

    Colunista

Arquivo

Assine nossa news e receba tudo em primeira mão

Observatório Feminino