Elas por Elas

Uma mulher de fé

11 de dezembro de 2013

por Observadora

Sou Adriana Ferreira, casada, fonoaudióloga e apesar de ter nascido em um lar evangélico, só fiz a minha decisão por Cristo aos 17 anos. Apesar de ter muita fé me Deus, conhecer o amor de Jesus e estar sempre envolvida com os trabalhos da igreja, só depois de passar por uma situação que abalou a minha saúde, entendi verdadeiramente o que é viver pela fé.

Em Julho de 2010, comecei a sentir fortes dores de cabeça constantemente e mesmo ao tomar remédio não obtinha sucesso. Em seguida veio um episódio de esquecimento do meu endereço ao preencher uma ficha. Isso me fez perceber que algo estava errado comigo e fui procurar imediatamente o médico. Durante a consulta com o neurologista, ele realizou a avaliação clínica e concluiu que muitas dores de cabeça eram devidas a enxaqueca. Falei para ele que não costumava ter enxaqueca e que nunca havia sentido uma dor dessa proporção.

Depois de muita insistência, ele resolveu solicitar uma Ressonância Magnética, dizendo que certamente não encontraria nada e eu ficaria tranquila. Mas, por engano dele e surpresa minha, foi detectado um Aneurisma Cerebral. Fiz vários exames para saber qual o procedimento cirúrgico – a ser realizado por outro médico, com certeza –  mais indicado para o meu caso e chegou-se a conclusão que seria uma embolização para colocação de molas e stent.

Durante todas as consultas, o médico explicava como seria o processo e quais eram os riscos, do tipo: rompimento do aneurisma, Avc e a MORTE. Mas, caso tudo ocorresse bem, sairia sem lesão. Nesse momento me coloquei totalmente nas mãos do Senhor. Nas minhas orações eu sempre dizia: “Senhor, eu sou tua, faz o que quiseres. Eu sei que tu queres o melhor para a minha vida e o que tu fizeres, saberei que foi o melhor para a minha vida”.

 

Adriana Ferreira e o esposo, Roberto.

Foi um momento muito difícil para mim e minha família. Não só para as minhas filhas e meu esposo, mas para minha mãe, meus irmãos, cunhadas e poucos amigos que ficaram sabendo, pois como não quis contar ao meu pai, achei que não seria justo todos saberem e ele não. Ele soube um dia antes da cirurgia e ficou bravo por eu ter escondido isso dele, mas entendeu que era para poupá-lo.

Entre o diagnóstico e a cirurgia se passaram 2 eternos meses e todos os dias quando eu acordava, agradecia a Deus por mais um dia. Às vezes me sentia sem chão, mas o agir de Deus na minha vida me trazia uma grande paz. Chamei as minhas filhas e falei que conforme em Deus – e ele sempre quer o nosso melhor, mesmo quando não entendemos – o que acontecesse comigo elas ficassem tranquilas porque seria o melhor.

Durante esse período me senti muito amada e cuidada nos braços do Pai. A cirurgia foi um sucesso e não me deixou nenhuma sequela. Agradeço a Deus pela misericórdia na minha vida, pelo amor e pela paz que ele proporcionou a mim; e à minha família e amigos, pelo carinho, cuidado e apoio.

Adriana e Roberto ladeados pelas filhas do casal: Thaíse (esq.) e Camila Ferreira

A fé remove montanhas. Deus os abençoe!

“Então lhe disse: Filha, a sua fé te curou. Vá em paz e fique livre do seu sofrimento”. Marcos 5.34

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