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A distância que machuca, também ensina

25 de abril de 2013

por Observatório Feminino

Imagem: Reprodução

Por Fábio Araújo

“Nem tudo é conto de fadas. Infelizmente alguns relacionamentos conjugais não dão certo. O problema maior é quando se tem filhos. No meu caso, uma filha, a linda Gabi. Ela nasceu exatamente no dia do meu aniversário (17 de outubro) e temos um laço afetivo muito grande.

Fábio Araújo e a sua filha Gabi.

A separação ocorreu quando ela ainda nem havia completado um ano de vida. Foi difícil…Mas tínhamos que seguir. Após alguns meses, eu e a mãe dela combinamos que ela ficaria comigo em finais de semana alternados. E assim fomos vivendo até que aos 5 anos Gabi teve que viajar para Rondônia porque a sua genitora havia passado em um concurso público naquele estado.

Aí foi que a saudade aumentou. Como passei noites em claro, olhando para a foto dela e chorando. E a despedida no aeroporto…prefiro nem lembrar!

Sempre rezei muito e tive muita fé em Deus, pedindo proteção nessa nova fase de sua vida. No início não conseguia falar muito com ela, pois o sinal do telefone não era bom e ainda não tinha internet em sua residência. Mas seguimos. O convívio que antes era quinzenal, ficou semestral (nas férias da escola). Cada vinda dela era uma alegria imensa e cada volta, uma tristeza profunda.

Mas nesse semestre, recebi uma notícia maravilhosa: Gabi ficaria até o meio do ano em Recife, pois sua mãe está extremamente ocupada com as atividades de um curso.

Na minha opinião toda criança deve ficar com a genitora. Afinal, mãe é mãe. Então estou aproveitando a paternidade que pouco pude exercer e fazendo com o maior prazer as tarefas do dia a dia da minha pequena. Pegar na escola, fazer o dever de casa e levar ao dentista são coisas aparentemente simples, mas que não tem preço para quem vive longe de alguém que ama!”

 

 

 

Fábio Araújo,

Relações Públicas.

 

 

 

Por Vitor Roque

“Distância é uma palavra que faz parte da minha rotina. Há mais de 5 anos, em um dia sem grandes expectativas, a mulher mais interessante que já me relacionei caiu sem paraquedas na minha vida, diretamente de Florianópolis. Foi tudo muito rápido, e em alguns dias estávamos tão próximos, que não sabíamos mais como viveríamos longe um do outro.

Assim como a maioria das pessoas, achava que o relacionamento à distância era uma utopia e que eu jamais conseguiria conviver com tal ausência física. Isso tudo antes de conhecê-la, claro. No início foi ainda mais complicado. Naquela época as ligações eram absurdamente caras, as passagens aéreas ainda mais, por isso nosso contato era basicamente por e-mail ou Msn. Lembro bem dos e-mails enormes que trocávamos diariamente, eles eram a única maneira de matar a saudade, mas a sintonia entre nós era tão boa que esse detalhe parecia nos aproximar ainda mais.

Nossos encontros eram praticamente a cada três meses, mas já ficamos quase cinco separados, a saudade era de matar. Porém, quando estávamos juntos tudo era perfeito, e toda espera fazia sentido. A cada encontro percebíamos ainda mais afinidades.

Sempre fizemos de tudo para minimizar essa distância física como ter uma peça de roupa com o perfume do outro, por exemplo. Hoje está tudo bem diferente, podemos matar a saudade a cada duas ou três semanas, e os e-mails se transformaram em duas, três ou quatros ligações por dia, dentre inúmeras mensagens de texto via celular. O contato através da webcam também nos ajuda muito nos momentos de mais saudade. Por telefone, sabemos em tempo real onde o outro está e com quem está. Nos monitoramos – no sentido cuidadoso da palavra – mais do que  muitos casais que moram no mesmo teto. Participar da vida do outro, nos aproxima tanto.

Ponte aérea: Vitor Roque e a sua eleita Mariana Dowsley já comemoram 5 anos na conexão Recife-Florianópolis.

Convém ressaltar, que essa tal distância/saudade já nos fez pensar e repensar várias vezes, já nos fez desistir temporariamente, porém, é bem verdade que nunca conseguimos nos separar em definitivo.

No entanto, a cada reencontro vivo os momentos mais incríveis da minha vida. Desde que conheci a Mari, outras pessoas maravilhosas também entraram na minha vida. Eu não me arrependo de nada, faria tudo de novo.

Não vou dizer que é fácil, mas sempre soube que não seria, no entanto, também sei que não somos o único casal que vive esse dilema, nem muito menos o que vive mais distante. É claro que não escolhi viver isso, simplesmente aconteceu. Também não me sinto um azarado por manter um relacionamento nessas circunstâncias. Pelo contrário. Tenho sorte de viver um amor verdadeiro.

Aprendemos a conviver com a distância e a saudade, e conseguimos ser felizes todos esse anos, mas não pretendemos viver assim para sempre. Ainda não sei quando nem onde isso vai acabar, só tenho certeza de uma coisa: senão encontrarmos um outro caminho, inventaremos o nosso. Mais uma vez.”

Confira os outros posts da série A Falta Que Elas Fazem:

Uma amizade para 500 anos

Longe ou perto, mãe é mãe!

Um homem de meia idade ainda solteiro

Mais que irmãs

“No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque não chegou ao fim.”

 

 

 

 

Vitor Roque,

Advogado.

 

 

Leia também:

A Teoria do Azeite: porque o pragmatismo do homem é de admirar
Mês da mulher #OF: 'Ser mulher não é fácil, mas é uma delícia'
Mês das noivas: 'Com que buquê eu vou?!'

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