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Alimentação saudável, gostosa e criativa para os pequenos? Pais e nutricionista dão as dicas

12 de outubro de 2014

por Talita Corrêa

Nem só de salgadinhos, refrigerantes e doces vive a fome de uma criança! Para muitos especialistas em nutrição infantil, uma dose de paciência e duas pitadas de criatividade são suficientes para convencer os pequenos a se alimentar de uma maneira mais saudável. A missão não é fácil. além de ensinar os filhos a resistir às tentações fora de hora, os pais precisam dar bom exemplo diário.

A nutricionista Mariana Alencar, da clínica Prodieta, destaca o peso dessa influência familiar positiva. “É importante que o exemplo seja dado não só através do comportamento à mesa, como também pela oferta abrangente de alimentos naturais e saudáveis dentro de casa. O uso de livros didáticos, dramatizações e músicas também podem fornecer conhecimentos básicos sobre alimentos saudáveis e sua importância”, lembra.

Não à toa, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, filhos de pais obesos têm 80% de chances de se tornar crianças obesas. Estas chances caem pela metade se apenas um dos pais for obeso, e é apenas de 7% se nenhum dos pais for obeso. A ausência do pai e da mãe, que muitas vezes passam o dia fora e não acompanham a alimentação dos filhos, também pode pesar na balança. “É de extrema importância que os pais controlem os tipos de alimentos oferecidos e os horários das refeições”, adverte ainda Mariana.

Ter acesso desde cedo a uma alimentação nutritiva e com controle de gorduras e calorias  previne doenças futuras, como obesidade, hipertensão e diabetes. Além do mais, os pais devem lembrar que as crianças estão em fase de pleno desenvolvimento e crescimento dos ossos, músculos e órgãos, e, por isso, precisam de mais nutrientes que os adultos. “Nos primeiros 6 meses, a amamentação deve ser exclusiva, até os 2 anos já devem ser introduzidos alimentos saudáveis e variados para a formação de hábitos corretos à mesa e assim por diante”, destaca a nutricionista.

Mas calma aí. Nenhum radicalismo é bem vindo nesse longo processo. No mês de outubro, por exemplo, é comum que sejam feitas muitas festinhas para celebrar o Dia das Crianças. O eventos costumam ser cheios de guloseimas e doces (para a alegria dos pequenos e tormento dos pais). Segundo Mariana, nessas ocasiões a mãe deve orientar a criança a comer em pequenas quantidades e de forma pausada, para não ingerir mais calorias do que deveria. “Com isso, a criança entenderá que guloseimas não são alimentos livres e são liberados apenas em determinados momentos e com moderação”.

No mais, convencer uma criança a comer frutas e verduras não é tarefa de outro mundo. Mas é algo trabalhoso e que requer atenção e dedicação, pois os hábitos alimentares são quase sempre formados nos primeiros anos de vida. “Não é que o paladar do adulto mude. O que acontece é que as nossas papilas gustativas levam em torno de três a quatro meses para se adaptar a um novo sabor. Uma criança pode ter o costume de comer tranquilamente um prato de verduras sem fazer cara feia. Basta ter o incentivo e a paciência dos pais. Às vezes, é necessário uma exposição de mais de 10 vezes até que a criança aceite um determinado alimento”, finaliza Mariana, sugerindo, ainda, que os pais incluam verduras e legumes de formas criativas na refeição das crianças, através de tortas, purês, sopas, suflês, rocambole, omelete, sucos e até formando desenhos no prato.

Muitos pais já usam esse tipo de estratégia e, como recompensa, têm filhos que crescem saudáveis, fortes e felizes…

 

 

Palavra de mãe: “As minhas duas filhas não tomaram mamadeiras e depois do peito exclusivo começaram a comer saudável. Eu optei pela técnica de deixá-las brincar com as comidas. Não dou açúcar e invisto nas cores, texturas e sabores diversos, e o mais importante: como junto com elas. Criança não tem paladar formado, tudo é diferente então temos que deixar que provem tudo”.

Joannah Luna é cantora do grupo Cordelândia, dona da Bibuca Wrap Sling e jornalista.

 

 

Palavra de mãe: “Digo pro Lucas que o Peter Pan vem buscá-lo  para voarem juntos. Mas pra isso ele precisa comer tudo. Lucas também come cenoura crua e adora frutas TODAS as frutas”.

Cintia Papa é jornalista

 

 

Palavra de pai: “Jiló, quiabo, abiu, o que quiser… É com ela mesmo! Acho que é de família. Eu e a mãe também somos bons de boca. Acho que foi só o exemplo e convívio. Desde novinha ela come tudo. Ela troca besteiras por uma boa fruta e com menos de um ano já estava tomando caldo de mocotó”.

Thiago Freitas é fotógrafo

 

 

Palavra de mãe: “A Luana é bem pequena e sempre se incomodou com isso! Ela comia sempre com meu pai, que fazia todas as vontades dela. De dois meses pra cá, passou a ficar comigo na parte da manhã e na escola à noite. Ou seja, passou a ter opções de coisas mais bacanas para comer. Como ela começou a crescer, eu disse que era por causa dos alimentos mais saudáveis e ela passou a aceitar melhor o que ela não comia. Uso o argumento de que ela está crescendo, perdendo roupa e ela come ‘verdinhos’! Amasso, escondo no feijão, misturo com o arroz, mas sempre digo o que tem ali para ela saber! E tem funcionado, viu?”.

Carla Bittencourt é jornalista

 

 

Palavra de mãe: “O segredo é acostumar o paladar da criança desde pequenininha e ir dizendo o nome de cada alimento que a criança come, para que ela saiba o que está comendo. Maria come todas as verduras, feijão preto e etc! E sabe o nome de cada alimento que come. Me pede repolho, chuchu, cenoura, carninha e feijão. Um dia desses, perguntei o que ela queria pro lanche e ela disse: ‘arroz, verdura, feijão preto e carne’”.

Amanda Alheiros é advogada e ainda é mãe de Fernanda e Manuela

 

 

Imagens: reprodução e arquivos pessoais

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