Embarque Imediato

Intercâmbio no exterior: as impressões de quem já viveu ou está prestes a viver a experiência

6 de agosto de 2014

por Estevão Soares

O sonho de estudar fora do país tem estado cada vez mais presente nos planos dos brasileiros, sobretudo daqueles que ainda não entraram no mercado de trabalho. Seja com ajuda dos familiares ou incentivados por programas governamentais – como o ciência sem fronteiras, um programa do Governo Federal no qual estudantes de graduação e de pós-graduação ganham uma bolsa para  estudar em universidades fora do país, e que incentiva a formação de pesquisadores, dando toda a assistência ao aluno durante sua estada no exterior -, os jovens se encorajam a sair do Brasil para investir numa experiência pessoal e profissional única.

A série #IntercâmbioNoExterior, que começa hoje, vai reunir depoimentos de quem já teve essa oportunidade de estudar fora, mas, também, as impressões de quem está prestes a viver essa nova jornada de aprendizado. Os medos, as alegrias e as motivações de quem colocou o pé no mundo devem fazer parte desse especial e estimular quem quer terminar 2014 com novos planos.

Para começar, Maria Cláudia Maciel, estudante de arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco, fala sobre a ansiedade de quem está às vésperas de embarcar para Miami, onde dará continuidade aos estudos na University of Miami.

“Estou terminando o 5º período do curso de Arquitetura e Urbanismo. Decidi que queria fazer intercâmbio logo que entrei na faculdade, há pouco mais de dois anos , tanto pela experiência cultural que essa oportunidade me proporcionaria, como pela aprendizagem e aprofundamento acadêmico.

Em outubro de 2013, me inscrevi virtualmente num programa do governo financiado pela CAPES/CNPq: o tão famoso Ciência sem Fronteiras. No site, você preenche dados pessoais e escolhe o país para o qual deseja aplicar sua candidatura (no meu caso, os Estados Unidos). Em dezembro realizei e passei no exame de proficiência na língua inglesa, o TOEFL ITP. Com o passar dos meses, foram se iniciando novas etapas, tanto no que se refere à burocracia tradicional de viagens internacionais como às emoções. A euforia inicial se transformava, portanto, num misto de ansiedade e vontade de adiar a viagem porque a saudade já começava a bater… Das mínimas coisas, inclusive.

Em julho desse ano, fui aceita na University of Miami e já estou com passagens compradas para o dia 31 de agosto. Absurdamente satisfeita. Para aqueles que pretendem fazer intercâmbio, a maior dica que posso dar é: viva cada fase. Não sofra por antecipação. Tudo vai dar certo. Tem funcionado pra mim. Comemorem cada passo. Apesar do receio em estar sozinha e longe daqueles que mais amo, sei que o amadurecimento dessa viagem me fará alguém melhor quando eu voltar pra eles. Porque não se enganem, essas pessoas tão queridas vão estar esperando por vocês. Até lá, existem mil maneiras de estar presente no dia-a-dia delas. Por isso, o conselho se mantém e, como uma experiência pessoal, sei que funciona”.

Os intercâmbios mais famosos:

? High School – Um programa voltado para adolescentes entre 15 e 18 anos, que optam por cursar parte do ensino médio no exterior. O intercambista irá para uma escola de ensino médio e viverá com uma família local enquanto durar o programa que pode variar entre um semestre  e  um ano letivo.

? Curso de Idiomas – Esse tipo de curso possui duração mínima de duas semanas. Já o tempo máximo  varia de um a seis meses.  Pode-se optar por semi-intensivos (de carga horária de quatro horas por dia) ou intensivos (de carga horária de cinco ou seis horas diárias). É também um programa para todas as idades (a partir dos 16 anos), além de aceitar alunos que não são fluentes no idioma local. É possível fazer cursos específicos, de acordo com o perfil do intercambista.

? Work&Study – É regido pelo visto de estudante com trabalho remunerado. Logo, o programa se divide em uma parte de estudo e outra parte de trabalho em período integral, que costuma ser em redes hoteleiras, resorts de esqui, restaurantes e parques.

? Work&Travel – Voltado para universitários. No Work & Travel, o estudante tem a oportunidade de trabalho no exterior durante as suas férias de verão.

? Internship – Um programa de estágio, indicado  para quem quer investir na carreira profissional e aprimorar outro idioma ao trabalhar em uma empresa estrangeira. Dependendo do país, é possível conseguir um estágio bem remunerado.

?  Trainee – Disponibilizado pelo Governo Americano,  é indicado para quem deseja aprimorar os conhecimentos na sua área estudo, agregando ao currículo grande experiência internacional. A maioria das oportunidades de atuação é remunerada.

? Volunteer Program – Uma forma de aprimorar as relações no exterior, realizando trabalho voluntário. As áreas disponíveis para trabalho são: animais, meio ambiente, crianças e auxílio às pessoas sem-teto.

? Intercâmbio em casa de família – Quando o intercambista deseja ir para o exterior sem obrigações de estudo e trabalho, morando em uma casa de família, ele mesmo arca com todas suas despesas, pagando à família por mês.

? Experiência AuPair – Um programa de 12 meses, muito comum nos Estados Unidos, e cuja proposta é que o estudante ajude a cuidar de crianças pequenas  na casa onde irá se hospedar. Em troca, a alimentação e uma mesada são garantidos. Geralmente o perfil exigido é de mulheres entre 18 e 27 anos, que ainda podem fazer um curso de idioma em horário combinado com a família. Até a passagem de avião é bancada pelos familiares que recebem a intercambista, o que transforma essa opção na ideal para quem tem vontade de estudar fora mas não tem como investir financeiramente na experiência.

 

Imagens: arquivo pessoal/reprodução

Observe mais: Londres: os lugares ficam na gente, mesmo depois que a gente sai deles #OFpelaEuropa

 Siga o OF no Twitter e no Instagram e curta a nossa página no Facebook 

Leia também:

As Trevas do Machismo
Vancouver: conheça a cidade queridinha dos intercambistas
Intercâmbio: melhores destinos gay-friendly ao redor do mundo

Pesquisar

Perfil

  • Ana Karla Gomes

    Editora Chefe

  • Rose Blanc

    Relações Públicas

  • Talita Corrêa

    Editora-Assistente

  • Estevão Soares

    Colunista

Arquivo

Assine nossa news e receba tudo em primeira mão

Observatório Feminino