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O que você espera da educação do seu filho?

18 de janeiro de 2013

por Carol Maia

Imagem: Reprodução

A resposta é simples, direta e óbvia: o melhor. Mas junto com esta expectativa vem um montão de situações que muda a resposta para o melhor possível.

Eu tenho um filho de cinco anos e quando ele nasceu ainda estava terminando a faculdade e lutando para me estabilizar no mercado de trabalho. Nos primeiros meses optei por ficar em casa com ele ao invés de trabalhar para pagar um estranho para cuidar dele. Mas esta não era uma decisão eterna. Então aos 10 meses coloquei meu filho numa creche municipal que ficava na Universidade Federal e disponibilizava vagas para filhos de alunos e funcionários da universidade (o pai do meu filho era aluno).

Lá ele ficava em horário integral e passou a não ter tanta atenção e regalias como tinha em casa. O meu coração de mãe ficava apertado. Ele aprendeu a conviver com outras crianças, usou fraldas de pano, fez as “tias” descobrirem que uma só banana não o fazia feliz, virou sua primeira cambalhota, brincou com tinta, farinha, aprendeu a escovar os dentes e recebeu muito amor. Mas a mamãe aqui precisou aprender a conviver com as greves e algumas faltas de estrutura das escolas públicas. Meu filho ficou lá três anos e recebeu o que eu esperava de sua educação: o melhor possível.

Próximo a completar quatro anos, eu e o pai do meu filho, sentimos que ele precisava aprender mais, ter contato com computadores e aulas de inglês eram necessidades que a creche não poderia proporcionar. Então apertamos nossas vidas e colocamos o pequeno numa escola particular. Como eu trabalho o dia todo e prefiro ele na escola do que assistindo TV em casa, precisava de uma escola que oferecesse horário integral, o que diminuiu minhas opções, a escola bilíngue, por exemplo, teve que ser descartada. Matriculei o meu filho numa escola perto de casa, com boas referências, um bom espaço físico e que cabia no bolso. Foi a educação melhor possível!

Neste ano, meu filho está indo para o 1º ano do ensino fundamental e começo a sentir que a melhor educação não dependerá apenas da escola, mas também dele. Ele vai precisar se esforçar bastante, querer aprender, ser curioso e disciplinado. E aí aquela pergunta do início continua com a mesma resposta: o melhor possível.

Meu olhar de mãe de uma criança, ainda no começo dos seus estudos, começa a perceber que o melhor, a educação que eu sonho pro meu filho, só existe nos meus pensamentos, mas a que é possível, ele terá. E somada a “educação” que a vida nos dá, ele se tornará um bom homem. Ao menos, eu farei o possível!

 

 

 

 

 

Larissa Peres, publicitária,

e o filho, Fernando Peres.

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