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Solteiras em pleno Dia dos Namorados

13 de junho de 2013

por Observadora

Por Carol Maia – Imagens: Reprodução

Desde pequenas somos condicionadas a fazer da vida a dois uma meta, e até antes das nossas primeiras experiências afetivas já estamos aprendendo alguns conceitos jurássicos sobre os comportamentos da espécie feminina. “É mulher pra casar ou pra curtir?”

Ainda não cheguei aos 30, mas, sinceramente, esse tipo de pensamento me dá náuseas, pânico. Penso que todo mundo pode ser pra casar e pra curtir, já que uma coisa não elimina a outra e a vida amorosa nada mais é que o somatório de acasos e relatividades: João que se apaixona por Maria, que se encanta por Pedro, que só pensa em Ana e por aí vai. Também acredito que nesse ciclo afetivo não há erros e acertos, mas sim, momentos, objetivos e pessoas diferentes. Umas se encaixam em determinado estilo de vida, outras não. Mais que justo, natural.

O que me espanta é o peso que algumas pessoas colocam nas relações, atribuindo uma infinidade de pré-requisitos e prazos aos manejos do coração. E, se pensa que estar solteira vai te livrar de algumas rotulações, engana-se². Há o outro lado da moeda. Ou seja, socialmente falando, e até o fim dos tempos, estaremos cercados de metas sociais, que aos olhos dos outros, e principalmente aos nossos, terão que ser cumpridas. Sempre.

Mas explico o tema em questão. Acordei pensativa após esse Dia dos Namorados. Meu último relacionamento sério acabou há 3 anos e desde então recebo todo tipo de cobrança por estar sem alguém: são piadas, conselhos e desejos de amigas e questionamentos por parte da família (será que eu não fiquei muito exigente!?). Confesso que muitas vezes senti – e sinto! – falta desse segundo elemento, mas não encontro razões para desesperar diante das benesses que tenho por levar uma vida assim…completamente minha!

Ontem, no dia de celebrar o amor correspondido, li várias coisas realmente românticas nas redes sociais. Declarações lindas e histórias de amor emocionantes ficam ali, expostas aos olhares e ao julgamento alheio, esperando curtidas e comentários, e claro, a apreciação do seu destinatário. Afinal, em tempos de fervor online, ai de quem não expor seu romantismo no mundo digital. Os restaurantes abarrotados de gente também só confirmavam o quanto é bom ter algo (o amor) e alguém (X)  para comemorar no bendito dia. Sem falar, na vibração do comércio com o aquecimento de suas vendas – e quem consegue imaginar um jantar à luz de velas ou uma noite de amor para brindar à data sem a tal da troca de presentes?

Salvo as considerações acima, será que é mesmo tão ruim ser solteira? Pense sem considerar os pitaqueiros de plantão.

O poder de autoconhecimento e a realização das próprias vontades são coisas que me fascinam nesse estado civil. Sem falar no comprometimento zero com relógios e calendários. E se tudo isso ainda não for suficiente para você olhar a metade meio cheia do copo, encare a sua solteirice como ponte para amores melhores. E pare de se lamuriar pelos cantos por alguém que não iria te dar 1/3 do que você tem para oferecer.

Sabe a historinha do acaso e da relatividade que mencionei lá em cima? Tento fazer dela a minha linha de raciocínio e não é que dá certo? Não adianta novena, reza para Santo Antônio, pagação de promessa, visita à cartomante. Enquanto você estiver mais ligada nos zumbidos externos e nas imposições da sociedade, vai se boicotar, deixando de aproveitar o melhor da sua individualidade.

Todo mundo quer um amor de Cinema, mas transformar esse desejo em esforço é cafona, desnecessário e vai te tomar muito tempo. Pode apostar!

 

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