Comportamento Social

Comportamento: música dentro do transporte público é arte ou invasão?

7 de outubro de 2015

por Estevão Soares

A música tem o poder de unir e expressar sentimento. Ela manifesta ideais, representa culturas e consegue reunir milhões de pessoas que ficam atônitas diante da melodia e letra de algumas composições. Quando ouvimos uma música, mais do que nos divertimos, conseguimos também olhar um pouco para si e, como uma ponte, sermos levados a nossos pensamentos mais íntimos. Pois bem, com esse início um tanto filosófico, o que quero mostrar é que a música é coisa séria. Muito mais do que um simples som, ela tem que ser conduzida com responsabilidade, respeitando inclusive o ESPAÇO do próximo.

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Ultimamente, uma ação polêmica tramita no Rio de Janeiro: a da liberação regulamentada de músicos dentro dos vagões, que chegou até a Assembleia Legislativa do estado por meio do alto índice de rejeição. Por exemplo, na rede social do metrô carioca, 63% das referências à música são reclamações. Hoje, os artistas já tocam dentro dos vagões e dos ônibus e dividem opiniões. Eu, particularmente, não sou favorável a essa iniciativa no lugar em questão. Aos moldes internacionais, como nas estações da Europa, onde músicos tocam nas plataformas, acho bem mais interessante.

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Ninguém é obrigado a compartilhar do mesmo gosto musical do artista que está tocando, muito menos a ouvi-lo tocar, seja dentro de um trem, ônibus, barca, enfim. De certo modo, isto representa uma imposição aos outros presentes do vagão, que, muitas vezes, preferem ler, ficar em silêncio ou simplesmente estão com uma dor de cabeça, por exemplo. Sem falar que a música ainda pode atrapalhar o passageiro de ouvir sua parada ou outros alertas de segurança proferidos pelo sistema interno de som.

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(Músico em Pernambuco que tocava violino dentro de ônibus)

Não podemos valorizar a arte esquecendo de respeitar o limite do próximo e colocando a própria integridade física em risco, pois os músicos de certo modo estão sob o risco iminente de caírem e se machucarem. Ser vanguardista é algo que não pode ser à toa, mas requer responsabilidade.

Imagem: Reprodução/O Globo/ Jornal do Commercio

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