Comportamento Social

(X) Eu ou (X) Ela | Abaixo o mito da rivalidade feminina

4 de outubro de 2017

por Observadora

Em uma palestra no ciclo do último Outubro Rosa provoquei o público, perguntando qual seria a definição de uma mulher preenchida de autoestima e poder pessoal, a típica “poderosa”.

Três mulheres me responderam exatamente o que esperava e, olha, havia tanta afinidade entre os discursos delas, que o trio parecia ter combinado nas respostas. O papo continuou e lá na frente chegou a hora de falar sobre comportamentos elementares nos processos de desconstrução do machismo e de atribuição de valor a mulheres.

Até que aquela velha história do espírito competitivo feminino entrou na roda e os olhares se inquietaram. Houve um clima de concordância genuína. E senti, ali, o quanto a conversa de rivalidade entre mulheres é fruto de uma regrinha pronta que permanece viva porque tem pouca gente disposta a quebrar o ciclo e assumir novos posicionamentos.

Quase ninguém ensina o contrário. É do jogo fazer com que meio mundo de meninas cresça acreditando que competir é condição comum na convivência entre mulheres, e assim incentivamos as ‘ideias da ameaça’, as reações restritivas do gênero para com ele mesmo e o sentimento boboca de vilã de novela quando esbarramos com aquela moça tão ou mais competente que nós.

Felizmente tive a oportunidade de conviver e trabalhar com mulheres acima da média nos quesitos capital humano e intelectual, o que só potencializou as minhas credenciais e me abriu caminhos extensivos. Mas também conheci o outro lado: mulheres que fogem de projetos colaborativos, pois querem brilhar sozinhas porque não suportam o sucesso de uma parceira. É over, tão cansativo, mas bem real.

Acredito que a conquista do discernimento normalmente não é uma resposta rápida. É preciso maturidade e muita confiança para andar no contrafluxo, romper crenças limitantes e duelar com tudo que se viu/ouviu a vida inteira.

Mas, de verdade, não enxergo uma única forma sequer de desenvolver mulheres sem tornar o gênero feminino mais agregador e contemplativo consigo mesmo. Definitivamente, não vejo. Por isso, transpasso o meu desejo de mudança para estas linhas, e registro o meu ABAIXO O MITO DA RIVALIDADE FEMININA.

Carol Maia é jornalista e tem uma trajetória dedicada ao estudo do Comportamento da Mulher, com passagem de três anos pela revista digital Observatório Feminino, Idealizadora do Única – Empreendedora de Si Mesma, Palestrante, Coach, Voluntária da Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR) e mãe de Maria Vida.

 

 

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