Cultura

Filme “Caramelo”, de Nadine Labaki, abre o ciclo “Mulheres na direção” do Cine CPFL, em São Paulo

1 de junho de 2016

por Observatório Feminino

Caramelo, numa referência a um método de depilação que consiste em aquecer açúcar, água e suco de limão, é um filme que leva o espectador a experimentar a mistura entre o doce, o salgado e o amargo das relações cotidianas.

Layal (Nadine Labaki) trabalha em um salão de beleza em Beirute com outras duas mulheres. Cada uma delas passa por um momento delicado da vida: Layal tem um relacionamento abusivo com um homem casado; Nisrine (Yasmine Al Masri) está prestes a se casar e não sabe como contar ao noivo que não é mais virgem; Rima (Joanna Mouzarzel) sente atração por garotas e busca afirmar a sexualidade em uma região ainda notadamente homofóbica. A elas juntam-se outras personagens, frequentadoras do salão, angustiadas com questões como o envelhecimento, a solidão, a incompatibilidade entre as relações afetivas e os compromissos familiares.

Misto de drama com romance, a obra, lançada em 2007 no Festival de Cannes, não só retrata de forma sutil as questões políticas do Líbano na virada do século, mas a condição universal da mulher no mundo atual. Filme de estreia de Labaki como diretora, “Caramelo” abre, na próxima quinta-feira, 02/06, às 19h, a série “Mulheres na Direção” do Cine CPFL, em Campinas, São Paulo, com entrada gratuita.

Ao longo do mês, com apoio do Instituto CPFL, o público poderá acompanhar os trabalhos de quatro diretoras contemporâneas em destaque: “2 dias em Nova York”, da francesa Julie Delpy, em 09/06; “Um Casamento à Indiana”, da indiana Mira Nair, em 16/06; “XXY”, da argentina Lucía Puenzo, em 23/06; e “A Vida secreta das palavras”, da espanhola Isabel Coixet, em 30/06.

E a programação não termina aí. As mulheres são o tema também do Café Filosófico CPFL de junho com o tema “O que querem as mulheres? Poéticas e políticas feministas da atualidade”, que tem a curadoria da historiadora da Unicamp Margareth Rago. A ideia, de acordo com a curadora, é discutir como as mulheres enfrentam o registro crescente da violência doméstica e de gênero, assim como os ataques dos grupos conservadores misóginos em ascensão.

No primeiro encontro, Simone Diniz, médica e livre-docente da Faculdade de Saúde Pública da USP, fala sobre “Feminismos, corpo e saúde: uma agenda no século 21” na sexta-feira, 03/06, às 19h, com entrada gratuita e transmissão ao vivo no site www.institutocpfl.org.br/cultura/aovivo.

Segundo a especialista, o corpo e a saúde estiveram na agenda de todas as gerações de feminismos, mas as das décadas de 60 e 70 enfatizaram a reivindicação política da autonomia sobre o corpo, com a contracepção e o aborto, e a crítica à medicalização da fisiologia feminina, incluindo a sexualidade, a menstruação, o parto e o envelhecimento.

“Em tempos de internet, emergem insurreições pela democratização das informações e do poder de decisão, com narrativas subversivas disputando com a medicina as concepções de saúde e bem-estar”, afirma.

 

Mais informações em http://www.institutocpfl.org.br/cultura.

Imagens: reprodução

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