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‘Haja coração’: modernidade e agilidade marcam estreia da novela

1 de junho de 2016

por Estevão Soares

A nova novela global das 19h, “Haja coração”, estreou ontem com uma grande responsabilidade de cara: superar ou pelo menos manter os bons índices de sua antecessora “Totalmente Demais”. Talvez, essa não seja uma tarefa tão difícil para a história escrita por Daniel Ortiz, vide o primeiro capítulo, que arrancou boas risadas e prendeu a atenção do público pela afinação entre os personagens. O enredo é uma releitura de “Sassaricando”, obra de Silvio de Abreu dos anos 1980.

Apesar de não ser um remake literal, como os personagens são os mesmos, é inevitável a comparação por parte daqueles que assistiram à primeira versão. Bom, pelo que andei olhando no youtube e assistindo a alguns trechos de Sassaricando e o que vi ontem, na telinha, a Fedora (Tatá Werneck) e Teodora (Grace Gianoukas) atuais prometem fazer o público gargalhar bastante, assim como as primeiras.

Tatá, apesar de ser uma atriz com personagens não tão múltiplos – infelizmente parece que a vemos no mesmo personagem sempre, só mudando o nome e a produção, o que também sinto em relação a Malvino Salvador, que na trama interpreta Apolo –  está desta vez com uma atuação mais equilibrada e nítida, principalmente no tocante a sua fala. A Tancinha de Mariana Ximenes também dá gosto de assistir: não é uma imitação daquela interpretada brilhantemente por Cláudia Raia e, apesar de ser operística, não soou caricata, graças a Mariana ser uma excelente atriz.

A novela também revela para o grande público uma atriz que faz muito sucesso no teatro: Grace Gianoukas. Ela foi a idealizadora do Terça Insana, um projeto onde são apresentados “esquetes” com vários atores. Pelo palco do Terça Insana passaram inúmeros grandes artistas, como Luís Miranda, por exemplo, com personagens inesquecíveis por lá. Grace agora brilha na televisão e não fez nem um pouco feio nessa nova responsabilidade e está excelente.

Moderna, a novela investiu acertadamente numa trilha sonora com sucessos contemporâneos e cantores que agradam o público mais jovem, pois acompanha o toque mais “solar” da produção. A história também sincroniza o conteúdo com a internet. Redes sociais e comunicação por vídeo foram bem utilizados pelos personagens neste primeiro capítulo, aliás, uma das maiores pretensões da Fedora é justamente ser a pessoa mais seguida da internet. De um modo geral, o saldo da estreia é positivo e, se mantendo assim, consolidará seu público.

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Tancinha (Mariana Ximenes) e Apolo (Malvino Salvador)

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Imagens: Reprodução

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