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Novo mundo: nova novela das 18h apresenta trama ágil em estreia equilibrada e não caricata

23 de março de 2017

por Estevão Soares

A nova história das 18h assinada por Alessandro Marson, Thereza Falcão e dirigida por Vinicius Coimbra, retrata o período pré-independência do Brasil. A família real portuguesa já estava instalada no País e o intrépido e mulherengo Dom Pedro I (Caio Castro), que por aqui estava à “espera” de sua Leopoldina já surge fugindo do marido de uma mulher com quem tinha um aparente caso. Aí já viu, imagine o corre corre.

D. Pedro I

D. Pedro I

 

Em concomitante, na Europa, Leopoldina, uma jovem educada e romântica da nobreza austríaca interpretada pela atriz Letícia Colin, diz-se apaixonada por D. Pedro I, apenas por uma foto que tem dele, isso tudo em meio às vésperas de sua ida, junto a uma comitiva que conta dentre vários integrantes, com a sua professora de português, a mocinha e alicerce da história Anna Millman (Isabelle Drummond) para o Brasil. A partir daí, mais ação, porque na luxuosa festa de despedida há confusão encabeçada por Elvira (Ingrid Guimarães) atriz e esposa de Joaquim (Chay Suede) que rouba uma barra de ouro e a partir daí inicia-se uma nova e divertida fuga.

Leopoldina

Leopoldina

ao centro, Anna Millman, Piatã e Leopoldina

Ao centro, Anna Millman, Piatã e Leopoldina

Elvira

Elvira

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Vale destacar que há química entre o casal principal que será  formado por Joaquim (Chay Suede) e Anna Millman (Isabelle Drummond), bem como o capricho nos acabamentos desta produção, que apesar de ter o status de “época” comum às novelas da faixa das 18h, mais parecia uma produção das 21h ou 23h. Digo isso a começar pela abertura em 3D, passando pela cenografia e figurino (assinado por Marie Sales). Tudo estava impecável aos olhos do telespectador. A iluminação na medida, a fotografia no ponto, o que, claro, colabora para uma encenação mais fidedigna, pois transporta o telespectador para a época da história, contribuindo também para uma melhor audiência, comprovada pelos 22 pontos registrados pela trama na noite de estreia em são Paulo e 28 no Rio, os maiores centros medidores, mantendo a média de suas antecessoras, mas com grandes chances de aumentar, devido a toda qualidade que apresenta.

Joaquim

Joaquim e Anna Millman

Joaquim e Anna Millman

 

A novela equilibra muito bem realidade histórica e fantasia, colaborando assim para uma fuga saudável de uma possível queda no caricato. Boas doses de comédia também agregaram ainda mais pontos para uma estreia vitoriosa, e não sei se isso vai acontecer, mas não me impressionaria que mais à frente a novela também contasse um pouco com crítica política aos tempos atuais, o que seria ótimo, principalmente se bem-feita como em “Que Rei Sou Eu”. Talvez, como eles sabem dosar, fazendo corretamente não fique pesado para o horário e, sim, divertido.

Imagens: Gshow/Reprodução

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